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ERGONOMIA NAS EMPRESAS REDUZ ACIDENTES EM 70%

Pesquisa da HFES (Human Factors and Ergonomics Society) mostra que a aplicação dos conceitos de ergonomia dentro das empresas reduz em mais de 70% o índice de doenças e acidentes de trabalho - em empresas americanas que aplicam o conceito.

Dados da Previdência Social brasileira, porém, mostram que nos últimos 20 anos mais de 80 mil trabalhadores morreram em acidentes do trabalho, ou 12 mortes por dia, o que coloca o Brasil em dois rankings indigestos: 15º país com maior número de acidentes do trabalho do mundo e 4º em número de óbitos de trabalhadores.

“No Brasil ainda são poucas as empresas que aplicam o conceito de ergonomia”, alerta a fisioterapeuta e consultora da Ergoprime, Cristina Silva, ao destacar que os empresários ainda acham que fazer ginástica laboral é o bastante.

“A ergonomia começa na estrutura da empresa como um todo e na total sinergia entre médicos, fisioterapeutas e recursos humanos com a engenharia de produção.”

Esse é o caso da Mercedes-Benz, de São Bernardo, onde a saúde ocupacional tem forte relevância há mais de 30 anos. Um ponto que merece destaque é a gestão dos aspectos ergonômicos, que envolve os departamentos de saúde e o de engenharia de produção.

A implantação de uma máquina ou de uma linha de produção passa pelos conceitos de ergonomia (com o apoio de médicos do trabalho e fisioterapeutas) para evitar quaisquer possíveis danos à saúde de seus colaboradores. Idem na Volkswagen de São Bernardo.

Ginástica laboral: R$ 1 por funcionário

Para empresários que acham que um programa de ginástica laboral custa caro, a fisioterapeuta e consultora da Ergoprime, Cristina Silva, dá um exemplo.
“Para uma empresa com 100 trabalhadores e programas laborais de 2ª, 4ª e 6ª feiras, o custo é de R$ 1 por trabalhador. Como são 12 práticas por mês, cada funcionário custará R$ 12 ou R$ 1,2 mil para os 100 trabalhadores”, diz.

Mas Cristina Silva deixa bem claro que esse seria um custo básico, apenas para aplicação de ginástica laboral. “Ergonomia é mais que isso”, diz ela, ao destacar que a ginástica laboral é apenas uma parte do projeto ergonômico.
Antes de tudo é preciso fazer um estudo ergonômico completo da empresa, das máquinas, do trabalho feito pelos funcionários. A segunda etapa é feita em sinergia com a engenharia de produção, com o RH, com o médico do trabalho. Aplicados os conceitos inseridos no estudo ergonômico, vem a ginástica laboral.

Empresa zera os índices de acidentes

“Uma empresa modelo é a Emibra, de Suzano. Desde a adoção do programa de ergonomia, reduziu a zero seu índice de acidentes do trabalho”, diz Cristina Silva, da Ergoprime.

O estudo ergonômico desenvolvido pela empresa envolveu todos os setores: da definição da ergonomia da linha de produção e segurança de máquinas à postura dos trabalhadores, passando pela programação de ginástica laboral, tudo em linha com a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais e o tratamento dos problemas.

Outro ponto destacado pela fisioterapeuta é a admissão e demissão de operários.

“Com as mudanças promovidas pela Previdência, as empresas precisam tomar cuidado com esse ponto, sendo o ideal que o médico do trabalho tenha o apoio de um fisioterapeuta para endossar a admissão ou demissão, e nós fazemos isso”, diz.
Mais informações: (11) 4748.6934.


Data: 2010-01-29
Retirado: Rede Bom Dia (Brasil)

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